Sonic Generations: Primeiras impressões

Sonic Generations: Primeiras impressões

Sonic GenerationsSEGAAAAAAAAAAAAAAA……………

Mario é Mario e Sonic é Sonic. Não dá para comparar um com o outro. Sempre leio sobre como a franquia do Mario é melhor que a do Sonic, que existe uma história mais elaborada por trás das aventuras do encanador e tudo mais, enquanto o Sonic não tem essa preocupação. Peraí! Toda a história do Mario se resume em: jacaré malvado rapta Princesa Fruta. Esse papo de aventura mais elaborada vem do fato de que no Mario existem falas (“Thank you Mario! But our princess is in another castle!”), mesmo que irritantes. E mais, o bigodudo é gente, o que faz com que haja uma identificação. O público gosta disso, afinal.

Agora vamos falar a verdade, o que dá mais ibope: salvar seus amigos que viraram robôs malvados ou salvar o amor da sua vida que foi aprisionado pelo vilão nefasto? A resposta não importa, e, sinceramente, o Sonic não liga para isso, o negócio era correr, pular e dar três pancadas no Dr. Ivo Robotnik. Ainda nas plataformas mais antigas (Master e Mega Drive), tudo que saiu do Sonic virou febre e, com o tempo, clássico. As músicas são inesquecíveis, Green Hill Zone é um toque descolado para celular que todo mundo almeja.

Tentando dar uma renovada na série, chamaram o Knuckles, uma equidna vermelha. A ideia foi bacana, realmente um novo vilão que acaba se tornando amigo, nada como uma reviravolta para dar um up, né? Falando sobre os poderes de cada um, agora Sonic podia usar o artifício dos escudos, Tails podia voar (sempre respeitei jogos onde os personagens pudessem voar) e o Knuckles tinha aquelas garrinhas tipo Wolverine. Achou pouca inovação? E aquela maravilha de poder acoplar “Sonic 2” ou “Sonic 3” no cartucho do Sonic e Knuckles para jogar as aventuras passadas com Knuckles? Nada mais era impossível, meus caros!

Aí começaram os problemas: não sei por que resolveram fazer um desenho animado do Sonic, onde o mesmo era um sujeitinho irritante e se achava. Logo o Sonic, aquele cara que só queria salvar os amigos, disposto a pegar as sete esmeraldas do Chaos para salvar sua terra do malvado vilão Egg. Não teve jeito! E para piorar, vieram os novos jogos. A Nintendo fez o Mario em 3D e logo a Sega pensou: “não vamos ficar para trás, vamos lançar jogos ruins em 3D (que é o mesmo mal que estamos passando agora no cinema, né?)”. E assim foi feito… “Sonic 3D Blast”, “Sonic Free Riders”, “Sonic Unleashed” e mais um monte de jogos que nunca entendi. Isso tudo sem falar nos vários Tetris adaptados para o porco-espinho…

Vendo que a franquia estava cada vez pior, o que o povo da Sega resolveu? Criar um novo Sonic, usando o que os jogadores queriam: velocidade, controle e, acreditem, 2D! Dito e feito, enfim lançaram “Sonic 4”, um jogo com tudo isso. Porém, só esqueceram uma coisa: as leis da gravidade. Com um jogabilidade horrível, pulos que simplesmente param na metade e sem falar do fato de parecer que você está agarrado no chão, como se pesasse uns 300 kg. Resumindo, outro tiro no pé!

Eis que para comemorar os 20 anos do Sonic, a Sega solta um vídeo de nada mais do que antigo Sonic e novo Sonic correndo lado a lado, chequem no final do pos.: Com a demo no ar, “Sonic Generations” vale a espera do download. Nesse demo temos apenas uma fase, Green Hill Zone, com o Sonic clássico. O visual é sensacional, fundo e com detalhes em 3D casados com a velha visão 2D em grande parte da fase. A resposta dos movimentos é como se estivéssemos jogando “Sonic 2”, só que com gráficos absurdos, com um “Sonic 3” muitas vezes mais veloz e, acima de tudo, com total controle dos movimentos.

Sim, Sega, vocês acertaram dessa vez. Em todos os fóruns só se ouve elogios para a nova empreitada do porco-espinho, e ainda por ser um beta, espero que muita coisa possa ser melhorada. Senti um certo “blur” quando o personagem atinge altas velocidades, alguém mais sentiu isso? Conto com a correção!

O novo game “Sonic Generations” será lançado para XBOX, PS3 e 3DS em outubro desse ano. Bem, não dá para falar muito ainda, pois só temos uma fase. Mas sabemos que o jogo será dividido em dois modos: Clássico e Moderno, com seus respectivos Sonics, cada um com seus poderes e habilidades diferentes. A resposta para os críticos dos novos jogos foi ótima, criar um jogo onde você escolhe a maneira de jogar. Acredito que essa foi a saída mais fácil (e sábia) que tomaram. Boa ou não, “Sonic Generations” pode trazer de volta o brilho e o glamour que esse jovem porco-espinho de 20 anos merece e que nunca teve nessa última década.

Mais sobre Sonic Generations.

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