O Mercado Cinza é o vilão dos games no Brasil?

O Mercado Cinza é o vilão dos games no Brasil?

Nós brasileiros estamos vivendo a melhor fase dos games de nosso país, nunca tantas empresas do ramo estiveram interessadas em nosso mercado, e ainda melhor, elas nos veem como um mercado promissor para o futuro, com a estimativa que estejamos entre os maiores mercados de games do mundo dentro de 5 anos.
Otimismos à parte, temos que concordar que alguns jogos e consoles estão com preços interessantes em nosso país, como o Xbox por 799,00, com garantia em território nacional. Lí em algum lugar que o gamer brasileiro compra em média 5 jogos por ano (em média gente), infelizmente, esses 5 jogos são comprados pelo o mercado cinza. O objetivo da entrada das empresas o Brasil é que esses 5 jogos anuais sejam comprados em revendedoras oficiais, e não por aquele camarada do Mercado Livre.

Mas afinal, o mercado cinza é tão ruim assim? Depende para quem. Antes de entrar na questão, vamos a definição da expressão “mercado cinza”. Todo mundo sabe o que é pirataria, certo? Você baixar um jogo direto pela net sem a permissão da distribuidora e sem pagar um centavo por ele, comprar cópias não autorizadas de games em camelôs, concordo que a pirataria é uma puta sacanagem com os desenvolvedores dos games, eles ficam meses trabalhando para chegar um cara e simplesmente “roubar” um cópia do seu trabalho. Ninguém lucra com a pirataria (só o vendedor). Já o mercado cinza é diferente, o jogo é comprado, geralmente por um meio legal, e é vendido de forma não oficial por alguma pessoa ou comércio. A maior vantagem de se comprar pelo mercado cinza é o preço, muitas vezes os valores são bem abaixo do que se é praticado nas lojas.

O porque disso? Impostos meus amigos, impostos. Com esse tipo de compra, a desenvolvedora do jogo fatura o dela, pois é uma venda oficial, logo, seu jogo está nas estatísticas de vendas, apesar de geralmente no país de origem de que foi importado.

Então, quem é o grande prejudicado com o mercado cinza?

O governo em primeiro lugar, pois não se tem notas ficais na compra, logo, o governo não vê 1 real dessa transação, e isso é errado? Em entrevista, o presidente da Nintendo, Reggie Fils-Aime, disse de forma educada que o governo brasileiro não está aberto para a discussão do assunto. Todo mundo já sabe dessa história, governos versus impostos dos jogos, temos vários movimentos contra isso, como o Jogo Justo, mas até agora não tivemos nenhuma vitória.

O que isso nos prejudica?

Além de preços mais altos, ainda temos problemas como datas de lançamentos sempre atrasadas em relação ao resto do mundo. A Sony e a Microsoft já estão prensando jogos no Brasil, o que ajuda. Já temos alguns títulos em português, eventos de lançamentos oficiais e ainda valores muito mais em conta. No caso da Microsoft, games com valores bem abaixo dos praticados pelo mercado cinza como: Dance Central 2 por R$ 99,00, Gears of War 3 por R$ 129,00, etc. O que antes era sinônimo de passar raiva, agora ir a uma loja comprar games é um prazer, com essa produção nacional, algumas lojas estão se preocupando com suas áreas de games, eu mesmo já fiz algumas compras bem satisfatórias em lojas físicas:

Dance Central: R$ 99,00

Dance Central 2: R$ 99,00

Assassin’s Creed II: R$ 79,00

Assassin’s Creed – Brotherhood: R$ 99,00

Gears of War: R$ 129,00

O mercado cinza não é o vilão dessa história, ele apenas existe pois o governo o incetiva ao sobretaxar os produtos nas lojas oficiais, a Microsoft conseguiu dar um bom tapa nesse mercado, ao vender seus produtos por preços mais baixos (R$99,00 e R$ 129,00), grande parte dos vendedores informais simplesmente não conseguem bater o preço e preferem não vender o produto.

Acho que estamos no caminhos certo, mesmo com o governo emperrando o que pode ser um mercado muito lucrativo para ele mesmo. Já estamos vivendo uma época melhor para os games no Brasil.

Não sei como andam os preços para os jogos da Sony, mas acredito que também estejam melhores, alguém pode me ajudar?

Ainda é um sonho que o mercado de games do Brasil seja respeitado pelo governo e também não entrei em detalhes de como as lojas “oficiais”, que vendem de acordo com a lei sofrem com o mercado cinza, pois mesmo investindo no mercado, o Cinza ainda é um concorrente desleal. Mesmo assim, parabéns aos lojistas sérios que acreditam no mercado brasileiro.

Resumindo, temos compradores aos montes, lojistas interessados, que na minha visão é um mercado incrivelmente positivo para os dois lados, porém, como um irmão mais velho que não nos deixa jogar temos o governo brasileiro.

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