Clássicos do video-game

Clássicos do video-game

sonic

Clássicos são clássicos e ninguém discute. Porém, alguns tocam mais a gente do que outros. Nem todo mundo curte o mesmo estilo, então, por que não ter sua própria lista de clássicos? Um exemplo? Alguns consideram “Ecco, The Dolphin” um clássico dos games. Eu simplesmente abominava esse jogo, não entendia o motivo de um golfinho ficar nadando de um lado para o outro, acho que nunca passei da primeira fase, nível ou rochedo, nem consigo me lembrar do que era aquilo. Desde então, não posso ver um golfinho na televisão sem desejar o mal para ele.

Outros clássicos ficam marcados, como “Contra”, o primeiro cartucho que aluguei na vida. Naquela época, com meu Dynavision, inexperiente que era, não conseguia passar do primeiro chefe. Isso mesmo, na minha época não era Boss, chefe, era chefão mesmo. Além disso, não tinha fechar jogo, acabar jogo, era zerar a fita (ou cartucho). Mas vamos organizar isso direito! Uma lista com os clássicos dos vídeo-games que marcaram minha vida. E ai de quem disser que vídeo-game não marca a vida de uma pessoa!

Começando pelo Atari (vou pular o Tele-jogo do meu pai):

– Hero – Aquela mochila a jato era demais, sempre que jogava achava que os gráficos eram fantásticos (tinha chão e teto), e ainda cores. Para quem estava acostumado a jogar “Prince of Persia” no pc do trabalho do meu pai, aquilo quase me dava um ataque epilético.

– River Raid – A sensação de voar, aquilo era água, meu povo! Me diz se aquilo não era avanço! O avião tinha até certa perspectiva quando se mexia para os lados. E eu me sentia um transgressor ao destruir pontes inteiras, porém, nunca entendi muito bem por que não dava para voar em cima da grama.

Do Atari eu pulei para o Hi Top Game e um Dynavison. Foi quando conheci a beleza dos jogos da Nintendo.

– Super Mario Bros. – Talvez o jogo que eu mais joguei na minha vida, sempre atrás do próximo castelo para tentar salvar a Princesinha Cogumelo (na época não era Peach). Gráficos lindos, um jogo extremamente desafiador. Porém, nunca entendia o motivo do personagem principal ficar andando em cima de um muro na primeira fase (sim, eu achava que o chão da primeira fase fosse um muro).

 

– Contra – Já comentei dele mais acima, mas ele merece uma continuação. Jogar com dois jogares simultaneamente, upgrade de armas, matar centenas de inimigos de uma vez… Call of Duty que me perdoe, mas aquilo que era guerra! Ainda lembro bem das dores no dedão de tanto atirar.

– Shinning Force e Fantasy Star 1,2,4 – Ah, os RPGs para Mega Drive… Em SF você podia escolher entre 860 mil personagens para seu grupo e ainda escolher entre dois tipos de evoluções para cada um. Um clássico!

E Fantasy Star? Myau, Alys, Chaz, Lutz? Quem não chorou com a morte de Nei na batalha contra a Nei 1? Eu não estava preparado para aquilo, sem contar na tragédia que ocorre no FS4, nem vou comentar pois é muito para mim, maldito Dark Force.

 

– The Legend of Zelda – A Link to the Past – Zelda é Zelda, incluam aqui 95% de todos os jogos da franquia, não tem como não amar esse mundinho. Jogo inteligente, desafiador… Tá, sou fã, né!?

 

– Pancadaria – Três jogos me marcaram muito: Streets of Rage, aquilo que era vida, sair andando pela rua batendo em delinquentes e ainda usando os golpes especiais do Axel. Porradaria + HQ, a receita do melhor jogo de porrada da minha vida, Comic Zone, todo mundo queria ser desenhista lutador nesse mundo de quadrinhos. Sem falar na movimentação do jogo, que era perfeita. Agora outro tipo de briga, dessa vez nas estradas: o bom e velho Road Rash, um game de moto onde em toda corrida a Natasha te dava uma trabalheira para ganhar. Você podia simplesmente participar da corrida, ou podia participar e cair no tapa durante o jogo, isso tudo com armas, como bastões, correntes, canos. O sonho de todo mundo da minha rua era comprar a Kawasaki, a melhor moto do jogo.

– Sonic – Vou comentar o Sonic, mas só porque ele já vinha junto com o vídeo-game. Nunca entendi muito o Sonic e para falar a verdade, nunca aluguei um jogo dele. Meus irmãos que me obrigavam a jogar, pois não podia desligar o vídeo-game e mudar o cartucho no meio da jogatina (cada casa com sua regra), e como era minoria, eu jogava bastante. Sempre tive mais simpatia pelo Knuckles, personagem mais denso, cheio de desgraça na vida.

– Pokémon Yellow – Não lembro como nem por que, mas de uma hora para outra só se falava em pokémons. E quem era você se não soubesse o nome dos 150? Sim, eram só 150! Rolava até arguição oral depois do episódio para saber se tínhamos decorado o nome dos pokenimais que apareciam. Maldito “Quem é esse pokémon?”! Mas macho que era macho só jogava o Pokémon Yellow, e mesmo o Pikachu sendo uma merda, a gente ficava com ele até o final do jogo, éramos homens de princípios.

    Eu sei que existem muitos que não comentei aqui, muitos eu joguei, gostei muito e até me marcaram, mas não tem como falar de todos. Alex Kid, Paper Boy, Donkey Kong (todos), Mario’s Kart e Party, Enduro, Pitfall, Mario World, Star Fox, Beyond Oasis e muitos outros ficaram de fora.

Acho que cada um deles deixou alguma coisa guardada em mim, até aprendi alguma coisas, lições de vida, moral e sem dúvida alguma fazem parte do que eu sou hoje. Vídeo-games são mais do que diversão. Essa foi a minha lista dos clássicos marcaram minha vida, alguém mais tem boas lembranças desses aí em cima?

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